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Carne de sol: conheça a história dessa deliciosa iguaria

Você pode até nunca ter visitado o Nordeste, mas provavelmente  ouviu falar ou experimentou a delícia que é a carne de sol. Essa iguaria é uma das marcas registradas de toda a região e o seu sabor é inconfundível.

Porém, não é  o paladar que desperta curiosidade por esse prato. Você conhece a história e as curiosidades desse verdadeiro patrimônio gastronômico nordestino? 

Então, senta , pois vamos contar um pouco sobre a carne de sol e porque ela se tornou orgulho de todo o povo do Nordeste. Prepare-se para começar a ler e bater aquela fominha! Vamos ? 

Carne de Sol: como tudo começou?

São poucos os registros históricos sobre onde e quando teriam sido feitas as primeiras carnes de sol. O fato é que esse procedimento de secar as partes dos animais ao sol, como única forma de conservação da época, foi comum em diversas partes do mundo.

No Maranhão,  relatos de que os povos, em tempos remotos, salgavam os peixes e os penduravam para mantê-los em condições de consumo. Os portugueses faziam o mesmo com o famoso bacalhau. 

Toda essa influência parece ter incentivado os nordestinos a utilizarem a carne bovina no mesmo procedimento. E, pelo visto, deu mais do que certo! Centenas de anos depois, o método primitivo deixou de ser apenas uma forma de conservação e se tornou uma técnica especial para dar um sabor e textura únicos nos mais variados cortes do boi. 

Carne de sol, carne seca e charque são a mesma coisa? 

Não. A diferença está basicamente na quantidade de sal utilizado para secar as peças, o tempo de desidratação e, por fim, a forma de consumo. A preparação do charque, por exemplo, requer muito mais sal e carnes com maior volume de gordura. Após ser desidratada, a carne é levada para a secagem, que dura em torno de 10 dias. 

 a carne seca, ou Jabá, como é conhecida no Nordeste, também é confundida com a de sol, mas tem um processo de desidratação bem mais intenso, assim como o tempo de cura. 

A carne seca fica, realmente, muito mais seca que as demais e, por isso, a sua textura e sabor são bem diferentes, sendo usada em receitas específicas. Por outro lado, a carne de sol é preparada com uma camada bem fina de sal e um tempo de desidratação bem curto, além de exigir um clima mais seco. 

Grelhado, na chapa ou assado?

Não tem como escolher a melhor forma de preparo. Pode ser uma picanha de sol na grelha ou uma maminha na chapa com manteiga de garrafa. E, que tal um escondidinho ou, quem sabe, acompanhada do feijão-verde? Não importa! Adicione a carne de sol à macaxeira, ao queijo coalho, à paçoca ou a qualquer outro ingrediente, não tem quem resista a essa delicia.

Quem vai ao Nordeste, tem o privilégio de se deliciar com melhores pratos dessa iguaria. Difícil mesmo é decidir  uma opção nos cardápios 

Essas foram algumas dicas sobre a carne de sol, tão requisitada nos restaurantes nordestinos. Não se trata de um único corte, mas sim de um procedimento de preparo especial que, modéstia à parte, o Nordeste é especialista! 

Deu fome  de ler? Enquanto você não arruma as malas para visitar nossa região, conheça mais 12 pratos típicos do Rio Grande do Norte e se surpreenda com toda a variedade de cores e sabores. Boa leitura! 

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