Folclore do Rio Grande do Norte: conheça algumas lendas e mitos!

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As lendas locais, por mais fantasiosas que possam ser, são espalhadas pela população e conseguem colocar medo em muita gente. Verdade ou mentira, essas histórias fazem parte da cultura de um povo e o folclore do Rio Grande do Norte, por exemplo, já foi assunto principal das rodas de conversa da capital potiguar.

Não é para menos: quem não acha curiosa a história de duas cobras que procuravam uma igreja para serem batizadas? Qual criança nunca teve medo do que foi contado pelos mais antigos sobre a mulher papa-figo? Ou, pelo menos, quem não tem interesse em saber como esse folclore foi construído e espalhado entre a população?

Então, se você faz parte das pessoas que querem aprender mais sobre a cultura de um local, continue a leitura e conheça algumas lendas e mitos sobre o folclore do Rio Grande do Norte!

Maníaco da Seringa

Não é de hoje que as fake news surgiram e atormentam a sociedade com seus relatos. Em Natal, houve boatos de que algum maníaco atacava pessoas aleatórias na rua com uma seringa. O medo era tão grande que os pais iam buscar os filhos nas escolas só de ouvirem que o criminoso estava pelas redondezas.

Felizmente, nunca houve evidência de que essa pessoa realmente existiu no RN. No entanto, em outros estados do Brasil, aparentemente alguém se inspirou nessa história e tornou a lenda real: no Ceará, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo houve casos de homens que furaram mulheres com seringas. Para sorte de todos, ninguém foi contaminado pelo vírus da AIDS.

Viúva Machado

Nos anos 20, o machismo era bem mais forte na sociedade e a mulher era vista como útil apenas para servir ao esposo. Dentro desse contexto, Manoel Machado, o homem mais rico de Natal na época, faleceu e deixou todos os seus bens para a sua esposa, Amélia Machado.

Como não tinha filhos e era bastante reservada, principalmente entre a elite daquele período começou a se espalhar que aquela mulher tinha uma doença séria que só seria curada se comesse fígados de crianças.

O temor da população natalense foi tão grande que muitos evitavam passar próximo a sua residência e, em alguns casos, agrediram-na verbalmente. Assim, ela precisou desmentir essa história publicamente na imprensa.

Fantasma do Lampião no Memorial da Resistência

Histórias com fantasmas costumam ser clássicas, assim como foi a figura do cangaceiro Lampião. A junção desses dois fatores criou um boato em torno do Memorial da Resistência de Mossoró, criado para celebrar a dureza dessa população aos ataques de Lampião e seu bando, em 1927.

A história diz que o cangaceiro nunca se esqueceu dessa derrota e esporadicamente retorna à cidade, junto com seus companheiros, para assombrar o Memorial. Há alguns relatos que afirmam terem visto vultos dos fantasmas dessas pessoas nas imediações do local.

Lenda da coruja da Igreja Matriz

Reza a lenda que quando a coruja rasga mortalha (apelido que expressa o temor popular de quem escuta seu som) aparece no céu do centro da cidade com seu canto alto, na casa que ela sobrevoar enquanto canta haverá morte. Antes disso, ela fica durante o dia na igreja Matriz. Para se proteger desse mau agouro a população se benze e faz gestos como o de figa.

Percebeu como o folclore do Rio Grande do Norte tem muitas histórias? O estado ainda é bastante rico em outros segmentos como a dança e música. Então, não deixe de conhecer a cultura potiguar caso tenha ficado com medo de alguma dessas lendas!

E aí, gostou das histórias? Aproveite para conhecer também quais são as danças tradicionais do Rio Grande do Norte!

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