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Quais os melhores tipos de cachaças do Rio Grande do Norte?

Há quem diga que boas aguardentes existem somente em Minas Gerais. Essa afirmação é um grande equívoco! As cachaças do Rio Grande do Norte são um apetitoso exemplo dessa iguaria. A produção no estado está em constante expansão e conta com rótulos de ótima qualidade reconhecidos no mercado internacional.

A cachaça é um produto que integra a cultura brasileira desde o período colonial. Hoje, graças ao crescimento e ao fortalecimento do setor, ela não é mais associada a um item de consumo marginalizado e conquistou a preferência de homens e mulheres.

O destilado é fabricado artesanalmente nos engenhos de cana-de-açúcar em diversas cidades potiguares. Juntos, os produtores formam um grupo de excelente categoria e os renomados alambiques oferecem ao público gêneros de sabores distintos.

E aí, você é daqueles que não recusa uma dose da branquinha ou da amarelinha? Então, confira a seleção das melhores cachaças para experimentar quando estiver em Natal!

Samanaú

Bastante conhecida pelo povo norte-rio-grandense, a Samanaú é fabricada desde 2005 em Caicó, a 280 km da capital. A cana-de-açúcar com uma proporção maior de sacarose — fato que acontece devido à grande incidência solar e à diferença de temperaturas diurnas e noturnas — é um diferencial.

A bebida faz parte da tradição e da cultura seridorense, região onde a cidade está localizada. A duas versões, Amaciada e Prata, são produzidas sem a aplicação de aditivos químicos. Em 2012, a Samanaú Prata foi eleita a segunda melhor cachaça do mundo em uma competição em Nova York.

Coração de Alambique

Essa é mais uma das cachaças do Rio Grande do Norte premiadas internacionalmente. No ano de 2014, a Coração de Alambique recebeu medalha de prata no Concurso Mundial de Bruxelas, edição de Florianópolis.

A cachaça tipo ouro é armazenada em barris de amburana, bálsamo e jequitibá. O alambique dessa preciosa bebida fica em Parnamirim, mesmo município onde está um dos maiores cajueiros do mundo.

Extrema

A cachaçaria Extrema apostou no produto orgânico para expandir seu reconhecimento no mercado. Há dois anos ela foi a primeira cachaça potiguar a ser exportada para a Alemanha.

Fabricada em Pureza, a aproximadamente 60 km de Natal, a Extrema foi, em 2010, uma das pioneiras a conquistar o selo de produto orgânico. A etiqueta certifica que a cachaça é gerada sem o uso de aditivos químicos, desde a plantação da matéria-prima até a sua fermentação.

Pátria Amada

A Pátria Amada é produzida em um engenho instalado na zona rural de Mossoró. No local, são preparadas cachaças posteriormente armazenadas em barris de carvalho e em tonéis de inox. Apesar do grande número de apreciadores, a produção artesanal se restringe a cerca de três mil litros engarrafados anualmente.

De sabor e aroma singulares, a cachaça foi recentemente premiada na Expocachaça — a maior feira do ramo no mundo — realizada em junho deste ano em Belo Horizonte. Já no Concurso Mundial de Bruxelas, edição Recife 2018, ela foi contemplada com medalhas de ouro e prata.

Decerto, a tal “água que passarinho não bebe” produzida por mãos potiguares está ganhando destaque a nível nacional e internacional. Se você está planejando uma viagem para Natal, saiba que a Cela 21 é uma loja especializada no comércio de diversos tipos cachaças feitas no estado. Ela está localizada no Centro de Turismo, espaço onde também acontece o tradicional Forró com Turista todas as quintas-feiras.  

Agora que você já sabe quais são as principais cachaças do Rio Grande do Norte, aproveite e conheça alguns pratos típicos para harmonizar com elas. Bom apetite!

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