Saiba quais são as 6 danças tradicionais do Rio Grande do Norte

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Ninguém duvida que o Nordeste é um dos lugares mais lindos do Brasil. Mas nem só de praias maravilhosas e cenários paradisíacos vive essa região. Alguns estados esbanjam muitos outros atrativos, entre eles, um lado cultural riquíssimo e cheio de curiosidades, como as danças tradicionais do Rio Grande do Norte.

Nessa região, a poeira sobe e o suor desce com as danças, e só falta ter uma placa escrita: é proibido cochilar. Vamos trazer algumas dicas imperdíveis de danças tradicionais do Rio Grande do Norte para mostrar que os atrativos dessa região vão muito além de sol e água salgada.

Quer conferir? Então, se achegue mais juntinho que é hora de conhecer as danças tradicionais desse estado. Simbora!

Seis danças tradicionais do Rio Grande do Norte para ninguém ficar parado

Dentre as tradições culturais do RN, seis danças se destacam por serem bastante empolgantes. Descubra, agora mesmo, quais são elas.

Bumba meu boi

Uma das mais tradicionais festas folclóricas nordestinas, essa dança, também conhecida como boi-bumbá, está presente em diversos estados da região. No Rio Grande do Norte, essa tradição artística tem participação importante na cultura popular e encanta a todos com suas cores e ritmos.

O festejo se caracteriza pela utilização de fantasias coloridas do animal e todos os participantes dançam ao som das toadas. Sua origem remete a lendas europeias, mas ganhou novos formatos com a influência dos índios e negros.

Essa dança é comumente apresentada durante as festas de homenagem aos Reis Magos — mais popular no Nordeste — e também é considerada uma festa muito rica estética e socialmente. É comum a apresentação dessas danças em festas durante o ciclo do Natal.

Coco

Quem consegue ficar parado ao som do mestre Jackson do Pandeiro, por exemplo? Esse ícone da música nordestina é um dos artistas que têm suas raízes ligadas ao ritmo chamado coco. Em Natal, você pode até cansar no meio da brincadeira e dançar fora do compasso.

Apesar de haver muita controvérsia em relação à sua origem, no Rio Grande do Norte, a dança coco é considerada parte da cultura popular, está presente nas festas e ainda influencia bastante os cantores mais jovens. Inclusive, o coco de zambê é uma dessas danças tradicionais do Rio Grande do Norte trazidas dos africanos escravizados e que faz muito sucesso entre os turistas, principalmente durante o São João.

Mas, de modo geral, o coco é caracterizado pela presença forte de instrumentos de percussão, como o pandeiro, o ganzá, o bumbo e o triângulo, e é uma das danças mais animadas do Nordeste — sempre encantando os participantes com palmas de mão e pisadas marcadas, daquelas de levantar poeira do salão. Prepare a sandália!

Boi calemba

As danças em homenagem ao bumba meu boi são tão fortes na cultura do povo potiguar que foi criada a expressão ‘’boi calemba’’, referindo-se a uma dança inspirada na do bumba meu boi — para diferenciar o boi dos reis do RN de outros estados do Brasil.

Essa dança conta, normalmente, com 16 figurantes divididos em dois grupos: os enfeitados e os mascarados. O primeiro é composto pelo mestre da brincadeira, pelos Galantes e Damas. É esse grupo que fica responsável pelo lado sério do espetáculo. Eles devem cantar as cantigas de louvor e saudações, além de dançar as músicas coreografadas ao som da rabeca.

O segundo grupo fica responsável pela parte cômica do espetáculo e é formado pelo Mateus, Birico e Catarina. As roupas apresentadas devem estar surradas e o rosto, besuntado de tisna, para evidenciar a condição de vaqueiros-escravos da pecuária nordestina.

Claro que também não pode faltar o boi calemba na apresentação, além de outros personagens como a burrinha, o bode, o gigante e o Jaraguá.

Fandango

Muita gente associa o fandango ao sul do país. De fato, o ritmo está presente por lá também — porém, com uma outra roupagem e denominado marujada.

Entretanto, para quem não sabe, essa é uma das danças tradicionais do Rio Grande do Norte que ainda resistem ao tempo e aos modernismos, sendo inspirada nas aventuras marítimas dos portugueses e disseminada por todo Brasil.

Seus festejos atravessaram o século e são caracterizados pelas vestimentas semelhantes às dos marinheiros (por esse motivo, a festa também costuma ser chamada de marujada em outras regiões, como já dissemos). O grupo formado deve ter 40 marujos, entre oficiais e marinheiros.

O fandango é comumente apresentado no Rio Grande do Norte durante o ciclo natalino. Todos os personagens devem estar vestidos a caráter enquanto cantam e dançam ao som de instrumentos de corda. Não é utilizado nenhum instrumento de sopro ou percussão. Tradicionalmente, os instrumentos usados nessa apresentação eram o violão e cavaquinho e, posteriormente, o banjo, em 1953.

O ritmo tem origem espanhola e, por isso, o som dos sapateados no chão se assemelham a outras danças do país. No Brasil, poucos grupos e festas ainda se organizam para manter a tradição, em especial nas zonas rurais.

Forró

Nesse ritmo, não tem como ficar parado. Viajar para o Nordeste e não “ralar o bucho” (como os nordestinos se referem à dança), com certeza vai deixar sua viagem incompleta. Se for ao Rio Grande do Norte, então, pode reservar algumas noites de muita dança e animação.

Isso porque o ritmo mais característico da região — que promoveu grandes artistas, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Elba Ramalho, entre outros — ainda é a verdadeira paixão de todo nordestino e dos turistas que visitam aquelas terras. Então, se você já ouviu a expressão ”o forró daqui é melhor do que o seu”, ao seu referir ao ritmo nordestino, não se surpreenda.

Além dos clássicos do forró pé de serra, o ritmo ganha, a cada ano, novas roupagens, como o forró eletrônico e o arrocha — e nem por isso perdeu seus encantos! Tem sanfona, zabumba e triângulo? Já basta para todo mundo dançar agarradinho.

Araruna

Se você quer aprender uma dança bastante singular, a araruna é a escolha perfeita. Por misturar diversos estilos, como a valsa, xote, polca e mazurca, a dança típica do potiguar se torna bastante singular e ainda compõe um estilo popular, com referências folclóricas.

E nesse bole-bole, nesse vai e vem, o coração de quem entra nessa dança chega lateja.

Em Natal, existe o Araruna, Sociedade de Danças Antigas e Semidesaparecidas, fundado em 1956, e que teve como grande incentivador do projeto o folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo: um importante nome para Natal, que lançou importantes obras de áreas de etnografia e folclore.

Essas são apenas algumas danças tradicionais do Rio Grande do Norte que deixam o destino ainda mais completo e admirável. Sem dúvidas, qualquer que seja o roteiro de sua viagem, se visitar o estado, tenha certeza de que, em algum momento, você vai dançar alguma delas. Mas lembre-se: é proibido cochilar!

Curtiu este post? Então, que tal visitar o site Forró com Turista para conhecer de perto as danças do RN e colocar em prática o que você aprendeu conosco?

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